quinta-feira, 1 de março de 2012

Sem você I e II

Para falar de genialidade é preciso ouvir palavras sábias de alguém que possui a sabedoria suficiente para escrever duas músicas fantásticas sobre estar sem algúem. Todos os clichês possíveis já foram utilizados e re-utilizados para dizer isso. Penso que talvez faça parte de um processo de estar sem uma pessoa duas vezes. Penso, na minha humilde posição de fã, que Chico pode ter escrito duas músicas diferentes com o mesmo nome para a mesma pessoa, pois é possível que a gente perca a mesma pessoa mais de uma vez e que a cada vez a gente se sinta como se fosse a primeira.

Da primeira vez perdi alguém que amava muito e acreditava ser o homem da minha vida. Eu deixei ele para trás, mulher forte que sou, e segui a minha vida, porque, afinal, existiriam muitos deles por aí. E fui atrás de uma vida que eu queria para mim, por ter eu mesma parado ela enquanto estava com ele. Hoje vejo ele feliz e achando o amor em outra pessoa e isso me dói como se estivesse perdendo ele agora, como se agora de novo ele estivesse escapando entre as minhas mãos. Por algum motivo idiota nutri a esperança de que de alguma forma ainda nos encontraríamos, mas hoje enxergo que, na verdade, devo apenas me acostumar a estar sem ele.


Sem você 2 (Chico Buarque)

É o fim do show
Tudo está claro, é tudo tão real
As suas músicas você levou
Mas não faz mal

Sem você
Dei para falar a sós
Se me pergunto onde ela está, com quem
Respondo trêmulo, levanto a voz
Mas tudo bem

Pois sem você
O tempo é todo meu
Posso até ver o futebol
Ir ao museu, ou não
Passo o domingo olhando o mar
Ondas que vêm
Ondas que vão

Sem você
É um silêncio tal
Que ouço uma nuvem
A vagar no céu
Ou uma lágrima cair no chão
Mas não tem nada, não

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

29 de janeiro de 2012

Era pra ser uma noite de sábado tranquila, apenas um boteco com amigos, até que assim meio sem querer ouço seu nome ser mencionado. Tento descobrir se realmente ouvi o que penso ter ouvido, fazendo o melhor dos esforços pra disfarçar o que não tem como ser disfarçado. “Pois é, ele está na cidade com uns amigos. Achei que não teria problema em chamá-lo para se juntar a nós...”, responde ela, com um sorrisinho irônico, de lado, que prova ter sido em vão todos meus esforços para esconder qualquer possível interesse. A partir daí o coração acelera, sobe pra boca. Nada me distrai do fato de que a qualquer momento você pode entrar por aquela porta pesada de madeira escura. Você. Depois de um ano sem te ver, em alguns instantes você vai cruzar aquela porta e tirar todas as minhas dúvidas. “Será que ele continua magro? Será que deixou a barba crescer? Será que ainda fuma? Será que vai me tratar com o carinho usual ou só como uma conhecida qualquer?” Será, será, será... Nada me acalma. Já vivi esse momento mil vezes na minha cabeça, já decorei minhas falas e as suas, já sei o momento de entrar e sair de cena. Mas quando você finalmente chega, simplesmente não estou preparada. Esqueço tudo o que tenho pra dizer e empalideço. Não consigo dizer nada além de um cumprimento frio e distante. Sim, eu sei que não deveria beber por conta do meu antidepressivo, mas preciso de um drink pra aguentar a noite. Um, dois, três, quatro... Incontáveis drinks se vão pra aguentar sua felicidade sem mim e a minha incapacidade de te dizer o que tenho pra dizer. E é aí que o álcool se transforma em coragem e quando me dou conta lá estou, vivendo o que ensaiei mil vezes no meu mundo imaginário. Mas não sigo o script ao pé da letra. Improviso, digo coisas que não estavam no roteiro original, mas que simplesmente precisavam ser ditas. Porque em todos esses anos, eu nunca disse que te amava, apesar de achar que de certa forma você sempre soube. Do meu jeito, estranho e ferrado, eu te amei. E é uma pena eu ter esperado o fim do fim pra dizer em voz alta. É uma pena que eu tenha me envergonhado de depender de você e ter feito o máximo pra excluir isso de mim. A gente não devia se envergonhar do que é bonito, sabe? Então crio coragem e digo o que sempre quis que você soubesse: que você existe em mim desde o primeiro beijo com gosto de Bubbaloo sabor morango aos 13 anos no campinho de futebol do clube. Então a gente se abraça num abraço tão apertado como que pra sentir a nossa metade perdida, como que pra se completar. E nesse momento nada mais importa, tudo parece simples, tudo volta a ter sentido. Perdidos nos braços um do outro, a gente esquece da vida ou se lembra de como ela pode ser boa. Mas as pessoas nos chamam pra voltar à festa, o sonho vai chegando ao fim. É o destino, dando o seu jeito de nos dizer que é hora de voltar à realidade. E ao me lembrar da sua felicidade no início da noite, antes de ouvir meu turbilhão de sentimentos, felicidade que me pareceu tão sincera, percebo que é hora de desistir. Com tudo o que acontece em nossas vidas nesse momento, que chance temos nós, meu bem? Com você ainda mais vivo dentro de mim, jogo a toalha. Mas nada em mim foi covarde, pelo menos não dessa vez. Ainda que não pareça, desistir foi meu maior ato de bravura.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

E ela viveu sozinha para sempre...

As diferentes versões do desfecho dessa história pipocavam na minha cabeça por um bom tempo. Por bom digo anos. Até o maldito ponto final.

Eramos apenas amigos, M. Grande e eu. Compartilhávamos sonhos, angústias e, eventualmente, a cama. Era para ser algo (des)complicado, conveniente pode-se dizer. Mas me apaixonei. M. Grande não.

Primeira versão
Pode ser destino, ou uma coincidencia premeditada, mas moríamos novamente na mesma cidade. Ao chegar nessa suposta cidade, ele não esperaria nem um segundo para se declarar. Agiria com surpresa. Pensaria no assunto. No final, moraríamos juntos.

Segunda versão
Pode ser destino, ou uma coincidencia premeditada, mas moríamos novamente na mesma cidade. Ao chegar nessa suposta cidade, ele me apresentaria todos os seus lugares preferidos, seria sua convidada a jantares, finais de semanas em chalés nos alpes, conheceria seus amigos, ficaria amiga de seus amigos. Ele iria falar que era apaixonado por mim. Agiria com surpresa. Pensaria sobre o assunto. No final, moraríamos juntos.

Terceira versão
Pode ser destino, ou uma coincidencia premeditada, mas moríamos novamente na mesma cidade. Ao chegar nessa suposta cidade, nada aconteceria. Não nos encontraríamos, mas também tentaria não entrar muito em contato. Eventualmente voltaríamos a ser amigos, começaríamos a complicar a amizade até que ele iria falar que era apaixonado por mim. Agiria com surpresa. Pensaria sobre o assunto. No final, moraríamos juntos.

Mas eis o que realmente aconteceu...
Pode ser destino, ou uma coincidencia premeditada, mas moramos novamente na mesma cidade. Ao chegar nessa cidade, nada acontece. Não nos encontramos, mas também tento não entrar muito em contato. Ele está apaixonado por outra. Meses depois a outra já não está mais interessada. Voltamos a nos falar. Vamos para uma festa. Ele chora com saudades da outra. Eu bebo todas, perco a linha, falo que ele é o motivo pelo qual mudei de cidade e que fui/sou/serei apaixonada por ele.
Nunca mais nos falamos.

FIM

domingo, 11 de dezembro de 2011

Daquilo que ela não entendia

Era uma vez um garoto. Um garoto qualquer. E, de fato, era o que ele era. Porque honestamente nada havia que o diferenciasse dos demais garotos. Não era nem tão bonito, nem tão inteligente, nem tão simpático. Era comum, pura e simplesmente.

Por obra do destino para os que nele acreditam ou por simples coincidência, eis que o garoto comum conhece uma garota. A princípio, uma garota também comum, mas que com o tempo foi se tornando cada vez mais incomum aos olhos do garoto.

O problema é que, por razões que só ela entende, a garota agora incomum se esforçava bastante para manter comum o garoto comum. Só mais um, pensava ela. Afinal, o que o diferenciava dos demais?

E com o passar do tempo, ao perceber a relutância da garota incomum em considerá-lo especial, o garoto comum resolveu que era chegada a hora de partir para encontrar o incomum em outras pessoas.

Ao vê-lo partir, a garota sentiu um vazio que nunca sentira antes. Como era possível que um garoto aparentemente tão comum e que ela tinha lutado tanto para manter distante pudesse levar consigo uma parte tão importante de sua vida ao ir embora? E foi só então que ela percebeu que ao mantê-lo afastado e comum, ela acabou por magoar não só o garoto nada comum, mas a si mesma.

domingo, 26 de junho de 2011

C'est la (fucking) vie

E a bomba finalmente estourou. Havia decidido ter um relacionamento aberto, que raios estava pensando quando decidi isso não sei. Mas tem algo a ver com toda a filosofia de amor livre que poderia muito bem ser aplicada nos dias de hoje, caso isso não fosse um grande tabu. Até o dia em que ele me contou que havia ficado com uma garota do trabalho dele, tudo estava bem. Mas seria assim dali em diante, os dias se resumiriam a pensar se ele estaria transando com outra garota ou não. E poderia preencher todos os espaços com milhões de atividades, que incluíam andar de bicicleta, praticar yoga, jogar pingue-pongue, ler, sair, beber, beber, e beber mais um pouco, mas nada me tiraria o peso de não saber mais onde estava meu chão. E não adiantava ele me falar que o amor esta igual, que na verdade nada mudou entre a gente. Mas não seria uma profunda mudança ele ter a vontade de estar com outra pessoa e por vezes, quando com ela, estar fazendo uma escolha que me exclui da vida dele?

Então la fui eu tentar fazer o mesmo. Duas vezes. Uma com o tal cineasta que é um fofo, tem um papo bacana, mas...nada. Um beijo de boa noite e só. Claro que só fui ter a coragem de fazer algo assim quando já estava de certa forma afastada da situação como um todo. Durante aquele espaço de tempo, na sala de cinema, no bar, ele simplesmente não existia dentro de mim. Meu namorado não era nada para mim ali. Embora eu quisesse estar ali, aquela situação me distanciava mais dele do que se estivéssemos em dois continentes diferentes. Naquela noite voltei para casa e ele estava ali me esperando. Sentado no sofá, mexendo no computador. Perguntou onde eu estava como quem pergunta se esta quente ou frio la fora, e disse que estava no cinema. Como ele havia feito antes, esperei até o dia amanhecer para contar onde e com quem estava, talvez poupando uma noite de sono tranquilo. E qual não foi a minha surpresa (e não foi mesmo) com a reação dele: nula. Contei sobre o documentário que fomos ver, e ele disse que deve ser legal ver um documentário com alguém que trabalha com aquilo e tal. É.

E toda a leveza que eu senti no dia seguinte? É, temo dizer que ela não existiu. Simplesmente ficar com outra pessoa não aliviou o peso de que ele, ao contrario de mim, realmente gostava de estar com ela. Pra mim não fazia a mínima diferença estar com outra pessoa, porque preferia estar com ele.

Da segunda vez encontrei um ex-peguete numa balada, eu sabia que ele estaria la. E gosto bastante dele, temos uma leve história e eu já o magoei no passado. Mesmo assim, queria ficar com ele, já que eu podia fazer isso por que não experimentar de novo? Estavamos na balada e ele não fez absolutamente nada, conversamos, trocamos olhares na música do Kings of Leon e tal, mas ele tinha que ir embora porque o estacionamento fechava as 2h. Depois de algumas cervejas mandei uma mensagem: “Não acredito que você vai embora assim”. E então ele voltou e me deu um tapa na cara. Não literalmente, claro. E nem foi um fora. Mas foi profundo, ele me disse que se existe alguém que quer estar comigo é ele, só que da ultima vez que ficamos eu não tinha colocado um ponto final na minha história com outra pessoa e isso o havia magoado muito. Agora, ele não queria passar pela mesma situação. E eu permaneci muda, realmente não era muito certo o que eu estava fazendo. E ainda quis dar uma de esperta e falei:

- Mas também não sei se você está com alguém.

- Eu não estou.

- Mas eu não tenho como saber..

- Eu não estou. (com uma pausa para cada palavra)

Ok, eu não tinha o que falar mais. Talvez o meu silêncio fosse o suficiente para ele entender. Talvez fosse mesmo porque depois disso ele me beijou. E olha, foi gostoso. Ele disse que precisava ir, levaria o primo dele em casa e voltaria para me buscar. Eu concordei. Depois de algum tempo ele me ligou para perguntar se queria mesmo que ele me buscasse, eu disse que sim. Então paguei minha comanda e saí, ele estava ali na porta me esperando e me trouxe até em casa. Quando subi ao meu apartamento comecei a retornar para a realidade, para a minha realidade. As coisas do meu namorado estavam pela casa, espalhadas. Uma jaqueta, a mala com a chuteira e utensílios esportivos. Não tinha nem como eu dormir com o menino porque o pijama do meu namorado estava na cama ainda! De alguma maneira aquilo começou a fazer cada vez menos sentido para mim. Deve ter sido a noite mais brochante da vida dele, porque eu comecei a desembestar e a falar de como eu gostava de fazer yoga (?). Até um momento que eu disse que estava com sono, ele entendeu e foi embora. Entendeu o que? Nem mesmo eu sei.

E agora você deve estar perguntando sobre o relacionamento (porque não deixa de ser um) que o meu namorado tem com a tal da outra menina. Pois é. Eu também me pergunto. Ela sabe que eu existo, ela até me conhece. E ela, ela gosta dele. Ela manda mensagens para ele de madrugada, me diz se isso não é alguém que quer fazer parte da vida do outro? Me diz se essa mina sabe qual é o lugar dela dentro disso tudo? Ela não sabe, nem eu sei. Talvez só ele saiba. Mas é tão difícil conversar sobre isso, até que ponto eu realmente quero saber o que acontece com eles, até que ponto eu quero ver o amor dele crescer por ela até o ponto de eu não ser mais a garota principal na vida dele? Como é possível controlar o que a gente sente por outra pessoa? Simplesmente não é. Ele pode realmente me escolher e reiterar essa escolha, mas a nossa vida anda um inferno tão grande com as minhas indecisões sobre esse relacionamento que o que eu faço é simplesmente afasta-lo cada vez mais. E me afastar também.

A moral da história não é afirmar se deve-se ou não ter um relacionamento aberto. Mas sim estabelecer regras claras. No fim, ele acaba sendo tão restritivo quando um relacionamento fechado. Apenas ele não enxerga o quanto isso me magoa e o quanto essa dor que eu sinto já não é algo que eu queira aguentar sempre. Talvez ele seja uma pessoa realmente mais evoluída, outros podem chamar de simplesmente sangue-frio, mas não entendo como você pode conviver com o fato de que não é suficiente, de que o amor e o relacionamento que temos não é suficiente para ele e por isso é preciso que ele procure outras coisas em outras pessoas, mais especificamente, prazer em outras pessoas, prazer sexual. Essa resposta ele não tem. Nem mesmo sabe dizer se quer estar comigo num relacionamento fechado, “é uma cobrança que eu nunca faria”, diz ele. Mas e o fato do relacionamento ser aberto, também não é uma cobrança para mim? “Não, pois eu nunca impus isso”. É, Brasil, a vida não é fácil, e a rapadura poder ser doce mas não é mole não. Se alguém aí tiver passado por isso e disser que a dor eventualmente passa, que no fim, depois de 25 anos sendo bombardeada por relacionamentos fechados e por convenções que não nos permitem encarar isso com um sorriso na cara, você aprende a live and let live. Acontece que isso não inclui um live and let the guy you love screw whoever he wnats and be cool with it.

Em nenhum livro estava escrito que o amor deve encerrar-se em duas pessoas, ou que as liberdades sejam cortadas com uma simples palavra: namoro. Mas também não há um livro que diga como agir com tanta liberdade assim. Deve haver um meio-termo, mas eu ainda não o achei.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Intitulável

Um dia ele chegou diferente e sorriu de uma maneira mais verdadeira.
Seu olhar era mais profundo e seu abraço mais apertado.
Os beijos mais apaixonados e sua presença mais completa.
Eles deram as mãos e foram juntos aonde jamais tinham estado antes.

Mas suas palavras, apesar de agora existirem, não eram claras.
Ela acreditava na sinceridade de seus atos, mas nunca compreendeu verdadeiramente o que se passava dentro dele.

O que passou, passou.

Pelo jeito as histórias do ano novo ficaram sem continuação.
Faltou inspiração e agora não vejo mais sentido em prosseguir com elas. As memórias, apesar de sempre nos acompanharem, vão ficando distantes e faltam os detalhes para escrever algo interessante...

Continuemos com o que é atual!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Feliz año: parte 0

Tudo começa com uma viagem inusitada, cheia de gente estranha, embaladas pelo ritmo da salsa.

Serão quatro versões da mesma noite.

Cada uma lembra de partes dela. Isso mesmo. Tudo culpa dos deliciosos charutos, mojitos e do tal Matusalém (esse já é pra uma outra história).

Era para ser uma noite de ano novo comum. Iríamos a uma festa badalada da cidade, conheceríamos alguns locais interessantes, poderia rolar alguma coisa PLUS, mas nenhum comportamento imprevisível de ladies como nosotras.

Cara leitora, se você algum dia viajou por algum lugar com um número muito pequeno de turistas sabe que esses turistas acabam se trombando em algum outro momento da viagem.

E foi exatamente o que aconteceu.

Conhecemos, em um pequeno vilarejo que pernoitamos durante nossa aventura, alguns franceses interessantes, animados, papo legal... O Joãozinho e o Zezinho (temos que preservar seus nomes, concordam? Afinal, creio que a reputação deles ainda está intacta).

Eis que dia 31 de dezembro os encontramos ocasionalmente na rua, mais precisamente em um bar após algumas bebidas típicas dessa ilha caribenha...

Conversa vai, conversa vem...

Zezinho sugere: "por que não um aperô antes da virada?"

Insensatas respondem: "free food and beer? Count us in!"

J'aime le drame

Você é tão legal. Pelo menos comigo você é. Me abraça gostoso e me faz sentir sempre querida. Nunca fica muito tempo sem dar notícias, mas ao mesmo tempo também não é pegajoso. Consegue me escrever ou ligar quase todo dia sem parecer um chiclete, o que me afastaria de você mais rápido do que imagina.

Suas mensagens são sempre bem humoradas e você é tão animado, sempre alto astral e me convencendo a sair em plena segunda-feira para beber todas e rir com você. E o pior é que nem fico arrependida pela bebedeira no dia seguinte, quando tenho que ficar sentada numa cadeira por 8 horas tendo que me concentrar em um milhão de assuntos.

E tudo isso porque te acho legal, realmente uma boa companhia pra mim!

Mas por que então não consigo ultrapassar a barreira do "ele é tão gente boa"? Por que não me apaixono por você? Seria tudo tão fácil...

Ah, é isso. Seria tudo tão fácil e percebi que realmente não gosto disso! Eu gosto é de drama!

Tenho um prazer inconsciente em viver o incerto, em sofrer com a ausência de alguem e depois ter um ápice de felicidade quando este mesmo alguem me surpreende.

Gosto de ouvir músicas e buscar coisas bonitas que eu poderia te dizer, mas que nunca vou ter coragem, já que nossa "relação" está longe de tal intimidade e demonstração de carinho. Gosto de te mandar uma mensagem e ficar agoniada com a possibilidade de não ter uma resposta. Gosto do sorriso que surge no meu rosto quando sua resposta chega, mesmo que uma hora depois.

Mas o melhor de tudo é que gosto de criar um mundo paralelo na minha cabeça. Imaginar situações nas quais você age da maneira mais fofa e carinhosa possível. Gosto de deitar a cabeça no meu travesseiro a noite e pensar em como tudo poderia ser perfeito.

Agora me fala: se você fosse sempre legal, previsível, me deixasse segura sobre o que você sente e não fizesse mistério sobre as coisas que passam na sua cabeça, será que eu gostaria assim de você?

Definitivamente não. Eu te acharia simplesmente um cara legal como aquele do começo da história. Afinal, j'aime le drame!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Limites... O que é isso?

A última vez que escrevemos foi no início de dezembro.

Como tudo mudou desde então! Engraçado pensar que tudo que tínhamos em mente era nossa viagem no final do ano, que 2011 era um ano a ser explorado sem nenhuma expectativa prévia.

Agora já estamos em fevereiro. Uma viagem inesquecível já aconteceu. Momentos memoráveis já estão nos nossos diários. Amigos e amores já se foram.

Mas continuamos as mesmas loucas que só pensam em aproveitar a vida SEM LIMITES! Seja em São Paulo, Araras, Brasília ou Bélgica. We are all over!

Que 2011, 2012, 2013... nos aguardem!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Preces

Sabe, Deus, eu nunca fui muito de rezar (acredito que o Senhor saiba disso tão bem quanto eu). Não é nem que eu não acredite que Você exista. Na verdade, acho que essa nunca foi a questão. Eu sempre acreditei em uma entidade superior, seja ela chamada de Deus, Yahweh, Allah ou Brâman. O problema é que nunca me senti muito ligada à religião que me apresentaram desde pequena. Não sei, mas ir à missa aos domingos nunca me fez sentir em comunhão com Você. Pra ser sincera, eu ia à missa mais por obrigação do que por uma verdadeira experiência espiritual. E aí, ao invés de buscar uma religião que me colocasse em sintonia com Você ou quem sabe eliminar a religião como intermediária e Lhe contatar por conta própria, eu simplesmente desisti de rezar.

O problema é que agora eu estou passando por maus bocados. Eu sei que o Senhor deve ouvir milhares de pedidos desesperados por dia, vindos em grande parte de pessoas como eu, que só Lhe procuram em situações difíceis e Lhe esquecem quando tudo na vida corre bem. Peço desculpas por ser mais um desses indivíduos. Honestamente, preferia que tivéssemos nos encontrado em outra ocasião...

Mas já que aqui estamos, gostaria de Lhe pedir uma segunda chance. Prometo me empenhar mais no nosso relacionamento, independente do que aconteça e mesmo que o Senhor não possa atender minhas preces. Juro que vou me esforçar para nos darmos bem. Em troca, não peço nenhum milagre. Peço apenas que me ouça quando eu precisar desabafar, que fique do meu lado quando eu precisar de um ombro pra chorar e que me dê forças para aceitar Sua vontade, seja qual for o desfecho da história. Amém.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um em dois

É meninas, um dia isso teria que acontecer com alguma de nós (e talvez todas, vai saber o que a vida nos reserva). Mas eis que estou aqui passando por um dilema. Bom, menos drama, não é mesmo? É um dilema, mas um dilema bem gostoso e divertido (por enquanto).

Há um certo rapaz que está na minha vida há uns quatro meses. Tudo começou muito rápido, numa semana nos conhecemos, na outra já estávamos descobrindo tudo o que há para descobrir fisicamente um do outro. E está assim desde então, nada mais profundo, nem um cinema no domingo, nada demais. Um fugindo do outro sempre que possível e correndo um para os braços do outro quando dá vontade. Sim, sexo sem amor é vontade, eu sei. E às vezes tento me convencer que realmente é apenas isso.

Esse é um. Ele é espontâneo, louco, aparece na minha casa de surpresa, me beija como se eu fosse o último ser humano da terra e me faz perder o chão todas as noites que passamos juntos, acordados e flutuando. Mas não me leva no cinema, não responde as minhas mensagens, não me liga e não me chama para sair com ele em eventos sociais. E por isso é bom, nos temos quando dá vontade e não precisamos definir um nome para esse relacionamento que nem é relacionamento.

Ele “está aqui”, como me disse uns dias atrás. Simplesmente está, não sabe se vai ficar ou por quanto tempo. E vai lá saber se ele quer mesmo ficar ou se amanhã ele resolve não aparecer mais. É uma adrenalina gostosa, confesso. Mas ao mesmo tempo, parece que está faltando algo, que não está certo assim. Como se fosse preciso se entregar de verdade, com toda a intensidade, senão não vale a pena, sabe?

E devido a toda essa inconstância, ele me deixa muito solta. E numa dessas noites soltas me apareceu outro...

...que é um gentleman, um homem de verdade, desses que você pode até sonhar que vai te levar pra praia com os amigos dele. E que vai te pedir em namoro, com flores quiçá. Desses que você pode sonhar, e até mesmo ser um pouco romântica, why not? Ele sempre me chama pra sair: cinema, bar, parque. Pergunta se eu vou estar ocupada durante a semana, fala de lugares que podemos jantar, de filmes que podemos assistir e me beija com ternura enquanto me abraça na sala do cinema. Ele me busca em casa e não se cansa de me esperar após sucessivos bolos.

Mas parece que falta alguma coisa também, porque não tenho tanta vontade assim de estar com ele, porque parece meio morno, parece que a gente ainda precisa descobrir os caminhos um do outro e isso às vezes me dá preguiça.

E após tomar a decisão de não decidir, eu fico me perguntando se é possível que eu consiga aproveitar ambos ao máximo. Até o momento de uma escolha, talvez. E talvez não seja preciso tomar uma decisão no fim das contas. Eu tenho o melhor dos dois mundos, dividido em dois. Ganho um homem completo, em dois separados. Melhor assim, para ocupar os dias da semana que não estou com minhas fofinhas.

Por enquanto está divertido. E como de costume nessas histórias de amor (ou desamor) alguém vai sair machucado, não será surpresa. Resta saber quem.

Revelação

Na verdade, não acho que a culpa seja sua. Honestamente, o meu coração já estava apertado antes mesmo disso tudo acontecer, ainda que eu não soubesse muito bem o porquê. É só que te conhecer tornou evidente o motivo dessa tristeza que se manifesta principalmente aos domingos, não importa quão fantástico tenha sido o fim de semana. Por mais que eu odeie admitir, te conhecer me fez perceber que eu sinto falta de alguém. Meu Deus, eu realmente detesto essa solidão...

Confesso que no início, sair por aí beijando bocas desconhecidas parecia um bom negócio. Era divertido, prazeroso, garantia boas risadas e servia pra passar o tempo. Mas aí beijar bocas desconhecidas serviu ao seu propósito. O tempo finalmente passou e, numa dessas, você apareceu. E como numa revelação, logo depois daquele momento em que nossos lábios se tocaram pela primeira vez, eu percebi que sim, eu quero ter alguém. Eu quero ter em quem pensar antes de dormir e assim que abro os olhos pela manhã. Eu quero entender a alegria que envolve esses casais apaixonados e abobalhados que caminham de mãos dadas pela Avenida Paulista. Eu quero ter alguém pra quem criar apelidos sem sentido e xumbregas. E, correndo o risco de parecer ainda mais melodramática, eu quero sim ter um motivo pra viver.

O mais engraçado é que foi preciso te conhecer pra me conhecer de verdade.

“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ele faz cinema

Ele faz cinema, ele é demais. Com suas viagens mil pela América Latina e mundo afora. Com seu conhecimento de culinária e seus documentários. Cursos em Cuba e jazz, muito jazz. Mas ele estava ali um dia depois de você me perguntar se éramos um e eu estava ali provando para mim mesma o meu medo de ser uma só com você.

Era preciso negar, e ele é a minha negação de você. E então eu falo sem parar, contando histórias e fingindo me interessar por qualquer coisa. Ele faz cinema, e vota no Serra. Quer estudar em Amsterdã, é a favor da legalização e tem uma risada interessante, mas nada se compara ao seu sorriso inigualável com seu dente lascado. E ele me faz rir, às vezes (ou eu me obrigo a isso também apenas para não gastar uma noite e perder a aposta comigo mesma?). E eu continuo falando o tempo todo, muito mais do que me atrevo a falar quando estou com você. Até os silêncios aparecerem, e eu ficar olhando ao redor, já sentindo sua falta. E então menciono você, para te sentir mais perto, para lembrar de uma de suas piadas, a reproduzo, tentando fazer com que você apareça na mesa, tentando fazer com que a conversa tenha graça, como só tem quando você está por perto.

E continuo ali, me perguntando o que será que ele teria a me oferecer. Será que eu conseguiria continuar ali? Mas não sinto nada ali, sou uma pedra que não absorve a conversa e vez ou outra dá um sorriso. Procuro nos dele, os seus olhos, mas eles me enxergam apenas ali, não procuram a minha alma como os seus.

Vamos embora então, quero dormir na cama que ainda tem o seu cheiro. Fiz questão de não trocar os lençóis para poder voltar para você no fim da noite e te abraçar, sonhar com você. Mesmo sendo preocupante, penso agora que talvez isso não importe mais, mas não preciso te contar, não preciso saber de você.

E ainda numa última tentativa, procuro no beijo dele o seu, por alguns minutos, até abrir os olhos, já desistindo. Foi uma noite linda, e eu não precisava estar com você, mas também não queria estar com mais ninguém.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Self-pity day

Não quero mais pedir desculpas! Peço desculpas diariamente para mim mesma.

- Desculpa, Anna, por não conseguir sentir.
- Desculpa Anna, por não conseguir falar o que você sente.
- Desculpa Anna, por não conseguir compartilhar.
- Desculpa por só conseguir escrever.
- Desculpa por não terminar nada nunca.
- Desculpa por machucar as pessoas com suas palavras.
- Desculpa por te matar um pouco a cada dia dentro de mim.

E não é possível que se viva assim, com essa culpa da gente mesmo, com esse dó de sermos nós mesmos. Eu não quero pedir desculpas.

Talvez eu deva aceitar que sou assim, que falo coisas que não quero falar e que te fazem virar as costas e sair andando, que te levam a fazer exatamente o que eu tenho mais medo que você faça. Porque então eu provaria meu ponto. No dia que eu te perdi, ganhei a aposta. E aposto comigo mesma que você vai embora, e que eu vou conseguir realizar isso. Só pra depois pedir desculpas para mim mesma e sentir dó de ser assim, tão idiota.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Amores, amores....

Nós mulheres somos impressionantemente (im) previsíveis.

Somos capazes de ficar dias esperando, ansiosamente, aquela ligação ou mensagem do cara que estamos, aparentemente, apaixonadas. Ficar olhando a cada 2 segundos o Facebook dele, o mural de todos seus amigos, curtindo todas suas mensagens e decorando todas as músicas que ele colocou como favoritas no perfil.

Isso, minhas fofinhas, apenas porque esse foi o MELHOR homem que você já teve na vida, com o MELHOR cheiro, a MELHOR pegada... E o MAIOR pé na bunda que você ainda vai levar.

Não, não acabei de ser largada pelo cara (im) perfeito.

Pela primeira vez na vida, fui o cara perfeito de um cara. Fui aquela que aproveitou, não respondia as mensagens, não retornava as ligações, não dava bola e só queria aquilo. Só aquilo...

E digo mais: FOI BOM! Gostei ser assim.

Gostei o caramba.

AMEI ser assim!

Não estou sendo (in) sensível. Vi essa experiência como um aprendizado. Vi o que nós mulheres nunca devemos fazer e como devemos nos portar diante de nossos futuros e supostos amores.

Fui eu quem pediu o endereço e bateu a sua porta. Fui eu quem não esperou amanhecer e foi embora. NÃO fui eu quem mandou o recado falando que tinha amado a noite anterior e, o melhor de tudo, NÃO fui eu quem acreditou na ligeira mentira de que iria passar o feriado na casa dos pais enquanto estava fazendo a farra na noite da capital.

Recebi mensagens que não conseguia conter o riso. Compartilhei com todos a minha volta, todos riram dele comigo. Ele foi o babaca que eu já fui tantas vezes. E isso é demais!

E quem disse que estava apaixonado...?

TIVE que terminar!

Por quê? Você está me sufocando...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Férias de verão

Começo logo avisando que não tenho talento para sentimentalismos. Ora sou demais (e me passo por maníaca-carente), ora sou de menos (e, consequentemente, sou taxada de coração-frio). Talvez por isso eu não me dê muito bem com despedidas. Simplesmente não sei como me comportar diante da idéia de uma ausência contínua e da possibilidade remota de reencontro. Me recuso a entender por que algumas pessoas que deveriam estar sempre por perto têm que estar a horas (e muito dinheiro) de distância.

Não somos melhores amigos, nem possuímos uma grande história, o que em teoria faria de nossa separação mais difícil. No entanto, possuímos afinidade. Talvez não o mais brilhante, mas sem dúvidas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente. O que garante as conversas mais gostosas e descontraídas. E que não precisa de tempo pra existir.

Tudo isso pra dizer que você me fará falta. Bastante falta.

Você foi como férias. Isso mesmo, férias! Daquelas de verão, que trazem muito sol e alegria, mas que infelizmente acabam quando chega a hora de voltar para a realidade. E que ainda assim deixam lembranças, boas lembranças.

Até um dia, quem sabe...

domingo, 24 de outubro de 2010

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Domingo pela manhã vejo CC, Evita e Jackie deitadas no sofá. Mais uma noite daquelas. E me pergunto se o que fazemos seria algum tipo de fuga ou apenas realmente um passatempo. O que, afinal, nos faz assim? Somos essas pessoas sempre? Todo dia no trabalho, na verdade, somos assim? Somos o fundo do poço? Prefiro pensar que não. Prefiro pensar que quando somos assim, somos o nosso máximo e que nada mais irá nos superar e nunca fomos mais felizes e completas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

R.I.P., bi-atch!

Não foi o crime perfeito, mas arquitetado para ser.

Eu não queria machucá-la, mas era preciso esconder as evidências. Uma mulher nunca mataria assim. Se tivesse concordado em simplesmente desaparecer nada teria abalado a nossa relação. Queria ser sua amiga, mas você insistia em querer parecer superior! Sempre insistindo em ficar, em ficar cada vez mais perto. Cada vez mais perto dele.

Não me importa a ordem de chegada, isso nunca foi uma competição.

Nada é perfeito, mas você colaborava tanto para a imperfeição de tudo. Um simples domingo poderia parecer um inferno se você desse o ar da graça, mesmo de longe, mesmo apenas ouvindo o telefone tocar. Era preciso acabar com esse pesadelo.

Você era o pesadelo, entenda. Era melhor ter ido embora. E você pode argumentar que eu nunca lhe dei essa opção e eu lhe diria que isso é apenas mais um de seus jogos. Tente convencê-lo agora que eu não presto, que você é a melhor das mulheres! Acho que na verdade você não consegue mais, não é mesmo? Falta-lhe a coragem? Não, se estivesse viva, você falaria.

Sinto por tirar a sua vida. Mas reitero, talvez você aprenda algo com isso tudo.

Cada um escolhe a maneira que quer viver, e isso pode levar à morte. É a ordem natural da vida. E você escolheu essa maneira de viver: sempre no meio de tudo, no meio dos outros. Não me importa a vida que você leva, importa que você escolheu entrar no meio da minha.

Eu te dei tantas chances de continuar essa sua vidinha. E você insistia em sempre estar na minha.

Olha, ver seu sangue escorrendo, pendurada de cabeça para baixo, como um porco apodrecendo, não foi uma das melhores imagens que tive nos últimos dias. Mas tive momentos piores, como no dia em que ele desapareceu com você no meio da multidão e lhe deu suas mãos para guiá-la. Não sou nem um pouco ingênua de acreditar que aquilo não era um jogo de poder para você. Entenda: eu nunca competi. Sempre fui mais forte. Está claro agora?

Na verdade deveria lhe perguntar à essa altura se já encontrou a luz.

E digo que não irá me agradar ver ele chorando por você amanhã (ou quando for que encontrarem o seu corpo apodrecido). Mas nesses dias, meses (quiça anos!) que você não estiver por perto eu estarei no paraíso. Não porque ele será só meu. Entenda: nem quero ele tanto assim. Mas era tão insuportável o seu comportamento, mal me importava com o que ele estava fazendo, apenas ter você por perto me revirava o estômago. Você precisava aprender a ser menos inconveniente, a ser menos cínica. Queria tanto que entendesse o valor do que estou fazendo. Estou tentando te ensinar a não ser escrota. A ser mulher, a saber que mulheres têm um código e por causa de você pode parecer que não temos.

Será que agora você vai entender de uma vez por todas que fiz um bem para a humanidade, ou ao menos para as mulheres? Será que você vai entender que apenas porque você existe, não quer dizer que ninguém mais pode existir? Que eu respeitava o amor de vocês, mas você não respeitava nem o cigarro que eu fumava?

Desculpa ter ido longe assim, mas parecia que você nunca aprenderia de outra maneira. Quem sabe em outra vida você consiga ser melhor.

R.I.P., BI-ATCH!

domingo, 17 de outubro de 2010

No love, just sex...


"Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade
Amor é isso
Sexo é aquilo
E coisa e tal!
E tal e coisa!

Ai, o amor!
Hum, o sexo!"

Aniversário da dessintonia entre o amor e sexo. Será que essa maré nunca vai ter fim?