Um dia ele chegou diferente e sorriu de uma maneira mais verdadeira.
Seu olhar era mais profundo e seu abraço mais apertado.
Os beijos mais apaixonados e sua presença mais completa.
Eles deram as mãos e foram juntos aonde jamais tinham estado antes.
Mas suas palavras, apesar de agora existirem, não eram claras.
Ela acreditava na sinceridade de seus atos, mas nunca compreendeu verdadeiramente o que se passava dentro dele.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O que passou, passou.
Pelo jeito as histórias do ano novo ficaram sem continuação.
Faltou inspiração e agora não vejo mais sentido em prosseguir com elas. As memórias, apesar de sempre nos acompanharem, vão ficando distantes e faltam os detalhes para escrever algo interessante...
Continuemos com o que é atual!
Faltou inspiração e agora não vejo mais sentido em prosseguir com elas. As memórias, apesar de sempre nos acompanharem, vão ficando distantes e faltam os detalhes para escrever algo interessante...
Continuemos com o que é atual!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Feliz año: parte 0
Tudo começa com uma viagem inusitada, cheia de gente estranha, embaladas pelo ritmo da salsa.
Serão quatro versões da mesma noite.
Cada uma lembra de partes dela. Isso mesmo. Tudo culpa dos deliciosos charutos, mojitos e do tal Matusalém (esse já é pra uma outra história).
Era para ser uma noite de ano novo comum. Iríamos a uma festa badalada da cidade, conheceríamos alguns locais interessantes, poderia rolar alguma coisa PLUS, mas nenhum comportamento imprevisível de ladies como nosotras.
Cara leitora, se você algum dia viajou por algum lugar com um número muito pequeno de turistas sabe que esses turistas acabam se trombando em algum outro momento da viagem.
E foi exatamente o que aconteceu.
Conhecemos, em um pequeno vilarejo que pernoitamos durante nossa aventura, alguns franceses interessantes, animados, papo legal... O Joãozinho e o Zezinho (temos que preservar seus nomes, concordam? Afinal, creio que a reputação deles ainda está intacta).
Eis que dia 31 de dezembro os encontramos ocasionalmente na rua, mais precisamente em um bar após algumas bebidas típicas dessa ilha caribenha...
Conversa vai, conversa vem...
Zezinho sugere: "por que não um aperô antes da virada?"
Insensatas respondem: "free food and beer? Count us in!"
J'aime le drame
Você é tão legal. Pelo menos comigo você é. Me abraça gostoso e me faz sentir sempre querida. Nunca fica muito tempo sem dar notícias, mas ao mesmo tempo também não é pegajoso. Consegue me escrever ou ligar quase todo dia sem parecer um chiclete, o que me afastaria de você mais rápido do que imagina.
Suas mensagens são sempre bem humoradas e você é tão animado, sempre alto astral e me convencendo a sair em plena segunda-feira para beber todas e rir com você. E o pior é que nem fico arrependida pela bebedeira no dia seguinte, quando tenho que ficar sentada numa cadeira por 8 horas tendo que me concentrar em um milhão de assuntos.
E tudo isso porque te acho legal, realmente uma boa companhia pra mim!
Mas por que então não consigo ultrapassar a barreira do "ele é tão gente boa"? Por que não me apaixono por você? Seria tudo tão fácil...
Ah, é isso. Seria tudo tão fácil e percebi que realmente não gosto disso! Eu gosto é de drama!
Tenho um prazer inconsciente em viver o incerto, em sofrer com a ausência de alguem e depois ter um ápice de felicidade quando este mesmo alguem me surpreende.
Gosto de ouvir músicas e buscar coisas bonitas que eu poderia te dizer, mas que nunca vou ter coragem, já que nossa "relação" está longe de tal intimidade e demonstração de carinho. Gosto de te mandar uma mensagem e ficar agoniada com a possibilidade de não ter uma resposta. Gosto do sorriso que surge no meu rosto quando sua resposta chega, mesmo que uma hora depois.
Mas o melhor de tudo é que gosto de criar um mundo paralelo na minha cabeça. Imaginar situações nas quais você age da maneira mais fofa e carinhosa possível. Gosto de deitar a cabeça no meu travesseiro a noite e pensar em como tudo poderia ser perfeito.
Agora me fala: se você fosse sempre legal, previsível, me deixasse segura sobre o que você sente e não fizesse mistério sobre as coisas que passam na sua cabeça, será que eu gostaria assim de você?
Definitivamente não. Eu te acharia simplesmente um cara legal como aquele do começo da história. Afinal, j'aime le drame!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Limites... O que é isso?
A última vez que escrevemos foi no início de dezembro.
Como tudo mudou desde então! Engraçado pensar que tudo que tínhamos em mente era nossa viagem no final do ano, que 2011 era um ano a ser explorado sem nenhuma expectativa prévia.
Agora já estamos em fevereiro. Uma viagem inesquecível já aconteceu. Momentos memoráveis já estão nos nossos diários. Amigos e amores já se foram.
Mas continuamos as mesmas loucas que só pensam em aproveitar a vida SEM LIMITES! Seja em São Paulo, Araras, Brasília ou Bélgica. We are all over!
Que 2011, 2012, 2013... nos aguardem!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Preces
Sabe, Deus, eu nunca fui muito de rezar (acredito que o Senhor saiba disso tão bem quanto eu). Não é nem que eu não acredite que Você exista. Na verdade, acho que essa nunca foi a questão. Eu sempre acreditei em uma entidade superior, seja ela chamada de Deus, Yahweh, Allah ou Brâman. O problema é que nunca me senti muito ligada à religião que me apresentaram desde pequena. Não sei, mas ir à missa aos domingos nunca me fez sentir em comunhão com Você. Pra ser sincera, eu ia à missa mais por obrigação do que por uma verdadeira experiência espiritual. E aí, ao invés de buscar uma religião que me colocasse em sintonia com Você ou quem sabe eliminar a religião como intermediária e Lhe contatar por conta própria, eu simplesmente desisti de rezar.
O problema é que agora eu estou passando por maus bocados. Eu sei que o Senhor deve ouvir milhares de pedidos desesperados por dia, vindos em grande parte de pessoas como eu, que só Lhe procuram em situações difíceis e Lhe esquecem quando tudo na vida corre bem. Peço desculpas por ser mais um desses indivíduos. Honestamente, preferia que tivéssemos nos encontrado em outra ocasião...
Mas já que aqui estamos, gostaria de Lhe pedir uma segunda chance. Prometo me empenhar mais no nosso relacionamento, independente do que aconteça e mesmo que o Senhor não possa atender minhas preces. Juro que vou me esforçar para nos darmos bem. Em troca, não peço nenhum milagre. Peço apenas que me ouça quando eu precisar desabafar, que fique do meu lado quando eu precisar de um ombro pra chorar e que me dê forças para aceitar Sua vontade, seja qual for o desfecho da história. Amém.
O problema é que agora eu estou passando por maus bocados. Eu sei que o Senhor deve ouvir milhares de pedidos desesperados por dia, vindos em grande parte de pessoas como eu, que só Lhe procuram em situações difíceis e Lhe esquecem quando tudo na vida corre bem. Peço desculpas por ser mais um desses indivíduos. Honestamente, preferia que tivéssemos nos encontrado em outra ocasião...
Mas já que aqui estamos, gostaria de Lhe pedir uma segunda chance. Prometo me empenhar mais no nosso relacionamento, independente do que aconteça e mesmo que o Senhor não possa atender minhas preces. Juro que vou me esforçar para nos darmos bem. Em troca, não peço nenhum milagre. Peço apenas que me ouça quando eu precisar desabafar, que fique do meu lado quando eu precisar de um ombro pra chorar e que me dê forças para aceitar Sua vontade, seja qual for o desfecho da história. Amém.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Um em dois
É meninas, um dia isso teria que acontecer com alguma de nós (e talvez todas, vai saber o que a vida nos reserva). Mas eis que estou aqui passando por um dilema. Bom, menos drama, não é mesmo? É um dilema, mas um dilema bem gostoso e divertido (por enquanto).
Há um certo rapaz que está na minha vida há uns quatro meses. Tudo começou muito rápido, numa semana nos conhecemos, na outra já estávamos descobrindo tudo o que há para descobrir fisicamente um do outro. E está assim desde então, nada mais profundo, nem um cinema no domingo, nada demais. Um fugindo do outro sempre que possível e correndo um para os braços do outro quando dá vontade. Sim, sexo sem amor é vontade, eu sei. E às vezes tento me convencer que realmente é apenas isso.
Esse é um. Ele é espontâneo, louco, aparece na minha casa de surpresa, me beija como se eu fosse o último ser humano da terra e me faz perder o chão todas as noites que passamos juntos, acordados e flutuando. Mas não me leva no cinema, não responde as minhas mensagens, não me liga e não me chama para sair com ele em eventos sociais. E por isso é bom, nos temos quando dá vontade e não precisamos definir um nome para esse relacionamento que nem é relacionamento.
Ele “está aqui”, como me disse uns dias atrás. Simplesmente está, não sabe se vai ficar ou por quanto tempo. E vai lá saber se ele quer mesmo ficar ou se amanhã ele resolve não aparecer mais. É uma adrenalina gostosa, confesso. Mas ao mesmo tempo, parece que está faltando algo, que não está certo assim. Como se fosse preciso se entregar de verdade, com toda a intensidade, senão não vale a pena, sabe?
E devido a toda essa inconstância, ele me deixa muito solta. E numa dessas noites soltas me apareceu outro...
...que é um gentleman, um homem de verdade, desses que você pode até sonhar que vai te levar pra praia com os amigos dele. E que vai te pedir em namoro, com flores quiçá. Desses que você pode sonhar, e até mesmo ser um pouco romântica, why not? Ele sempre me chama pra sair: cinema, bar, parque. Pergunta se eu vou estar ocupada durante a semana, fala de lugares que podemos jantar, de filmes que podemos assistir e me beija com ternura enquanto me abraça na sala do cinema. Ele me busca em casa e não se cansa de me esperar após sucessivos bolos.
Mas parece que falta alguma coisa também, porque não tenho tanta vontade assim de estar com ele, porque parece meio morno, parece que a gente ainda precisa descobrir os caminhos um do outro e isso às vezes me dá preguiça.
E após tomar a decisão de não decidir, eu fico me perguntando se é possível que eu consiga aproveitar ambos ao máximo. Até o momento de uma escolha, talvez. E talvez não seja preciso tomar uma decisão no fim das contas. Eu tenho o melhor dos dois mundos, dividido em dois. Ganho um homem completo, em dois separados. Melhor assim, para ocupar os dias da semana que não estou com minhas fofinhas.
Por enquanto está divertido. E como de costume nessas histórias de amor (ou desamor) alguém vai sair machucado, não será surpresa. Resta saber quem.
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